Segundo o Sebrae, uma pesquisa realizada em 2006, conduzida pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor, instituição criada pela London Business School e pelo Babson College de Boston – EUA) e com a participação de 42 países, nos 05 continentes, apontou que Brasil é o décimo país com o maior número de pessoas que abrem negócios no mundo. Em torno de 13,7 milhões de empreendedores estão em fase de implantação do negócio ou já o mantêm por até 3 anos e 6 meses, correspondendo a 11,65% da população adulta de 118 milhões de brasileiros com idade entre 18 a 64 anos.
No aspecto de motivação, o empreendedorismo “de oportunidade” e “por necessidade” (decorrente da falta de opções no mercado de trabalho) estão equilibrados, em proporção igual.
Na pesquisa GEM 2004 encontramos alguns fatores importantes que foram detectados no Brasil como limitadores à atividade de empreender:
- apoio financeiro - o crédito para o empreendedor tem alto custo e dificuldade de acesso e há muita burocracia e exigências de garantias reais.
- políticas governamentais - alta carga tributária e trabalhista, além da burocracia para a abertura de negócios.
- educação/treinamento - o sistema “despreza” as características regionais brasileiras e não prepara o indivíduo para a carreira como empreendedor.
Diante destas informações percebemos que os desafios ao empreendedor continuam grandes, mas as possibilidades de sucesso também são reais. Contornar obstáculos é uma constante na vida empreendedora.
Neste aspecto podemos dizer que a prática empreendedora assemelha-se a um jogo de xadrez.
Este jogo, que provavelmente se originou na Índia e cuja primeira referência literária remonta a 500 a.C, é praticado no mundo inteiro, por milhões de pessoas presencialmente (a forma mais comum), pela internet ou mesmo por correspondência. Envolve estratégia e tática, estimula o raciocínio (é utilizado no ensino a crianças desde muito novas) e o uso consciente de peças disponíveis e criação de caminhos (jogadas) para ganhar a partida (match).
Algumas dicas extraídas deste estimulante jogo:
1. O rei é a peça mais importante. Se tomado o jogo está vencido. Para sua empresa o rei é o cliente. Dê prioridade a ele, cuide dele, sirva-o. Existem possibilidades de novos produtos ou serviços que podem ser fornecidos aos seus clientes e os custos podem variar. Seja como for, deve-se considerar o seu impacto positivo nos clientes. Em um famoso restaurante paulista é prática aquecer os saleiros para retirar a umidade do sal. Desta forma ele sai mais facilmente do saleiro. Pode parecer bobagem, mas os clientes acham ótimo. Veja sua empresa também pela perspectiva do cliente. Forneça o que ele espera (e o que não espera também). Encante-o!
2. Cada enxadrista joga com um conjunto de 16 peças, de seis tipos, quantidades e “poder” diferentes. Este conjunto bem utilizado é que conduz à vitória e a perda de peças dificulta o processo. Não descuide das pessoas de sua empresa. Cada uma tem sua importância e a equipe leva ao sucesso; Motive-as a se desenvolverem, treine-as, busque seu comprometimento, ouça-as.
3. O xadrez é um jogo para duas pessoas. Porém na modalidade simultânea um jogador pode enfrentar vários adversários. Não subestime seus concorrentes. Eles também estão trabalhando e buscando mercado. Fique de olho em seus movimentos, aprenda com seus acertos e erros. Focalize seus pontos fracos e fortes, atacando e defendendo-se.
4. No xadrez não existe sorte. É preciso pensar, definir estratégias e táticas. Sua empresa também precisa destas ferramentas. Muitos empreendedores não conseguem atingir seus objetivos por na serem claros, ou simplesmente não existirem. O tempo dedicado ao planejamento é primordial. Ao planejar, além de considerar as variáveis possíveis, também não deve seja inflexível, pois o mercado é dinâmico e às vezes tem variações bruscas. Defina uma estratégia, siga-a, mas esteja pronto a mudar quando for necessário.
5. Jogue segundo as regras. Mesmo os mais consagrados enxadristas do mundo mantêm-se nelas. Seja ético em seu negócio, não siga as práticas irregulares do mercado. Sonegação, pirataria, desobediência às leis trabalhistas, entre outras, apenas prejudicam e só pioram as coisas. Lembre-se que a maioria das pessoas valoriza as empresas que agem corretamente e que contribuem para uma sociedade melhor.
6. Existem as jogadas consagradas pelos mestres do xadrez. São conhecidas e estão disponíveis para o aprendizado de quem deseja. Outras jogadas podem ser criadas e as possibilidades são enormes. O empreendedor tem sua parcela de criatividade, mas não deve esquecer de aprender e estudar. O conhecimento empresarial está disponível em cursos, palestras, artigos, revistas, livros e outras diversas formas e fontes. Use também práticas de pessoas mais experientes e se aconselhe com elas.
O xadrez não é difícil. Pode ser aprendido com o devido interesse e dedicação.
Conheça bem seu negócio e tudo relacionado a ele, por mais complicado que pareça ser.
Dedique-se a ele. Mas não esqueça de outros aspectos importantes de sua vida: família, amigos, lazer... Estruture seu negócio e procure fazer com que ele “ande com as próprias pernas”. Não o carregue.
No aspecto de motivação, o empreendedorismo “de oportunidade” e “por necessidade” (decorrente da falta de opções no mercado de trabalho) estão equilibrados, em proporção igual.
Na pesquisa GEM 2004 encontramos alguns fatores importantes que foram detectados no Brasil como limitadores à atividade de empreender:
- apoio financeiro - o crédito para o empreendedor tem alto custo e dificuldade de acesso e há muita burocracia e exigências de garantias reais.
- políticas governamentais - alta carga tributária e trabalhista, além da burocracia para a abertura de negócios.
- educação/treinamento - o sistema “despreza” as características regionais brasileiras e não prepara o indivíduo para a carreira como empreendedor.
Diante destas informações percebemos que os desafios ao empreendedor continuam grandes, mas as possibilidades de sucesso também são reais. Contornar obstáculos é uma constante na vida empreendedora.
Neste aspecto podemos dizer que a prática empreendedora assemelha-se a um jogo de xadrez.
Este jogo, que provavelmente se originou na Índia e cuja primeira referência literária remonta a 500 a.C, é praticado no mundo inteiro, por milhões de pessoas presencialmente (a forma mais comum), pela internet ou mesmo por correspondência. Envolve estratégia e tática, estimula o raciocínio (é utilizado no ensino a crianças desde muito novas) e o uso consciente de peças disponíveis e criação de caminhos (jogadas) para ganhar a partida (match).
Algumas dicas extraídas deste estimulante jogo:
1. O rei é a peça mais importante. Se tomado o jogo está vencido. Para sua empresa o rei é o cliente. Dê prioridade a ele, cuide dele, sirva-o. Existem possibilidades de novos produtos ou serviços que podem ser fornecidos aos seus clientes e os custos podem variar. Seja como for, deve-se considerar o seu impacto positivo nos clientes. Em um famoso restaurante paulista é prática aquecer os saleiros para retirar a umidade do sal. Desta forma ele sai mais facilmente do saleiro. Pode parecer bobagem, mas os clientes acham ótimo. Veja sua empresa também pela perspectiva do cliente. Forneça o que ele espera (e o que não espera também). Encante-o!
2. Cada enxadrista joga com um conjunto de 16 peças, de seis tipos, quantidades e “poder” diferentes. Este conjunto bem utilizado é que conduz à vitória e a perda de peças dificulta o processo. Não descuide das pessoas de sua empresa. Cada uma tem sua importância e a equipe leva ao sucesso; Motive-as a se desenvolverem, treine-as, busque seu comprometimento, ouça-as.
3. O xadrez é um jogo para duas pessoas. Porém na modalidade simultânea um jogador pode enfrentar vários adversários. Não subestime seus concorrentes. Eles também estão trabalhando e buscando mercado. Fique de olho em seus movimentos, aprenda com seus acertos e erros. Focalize seus pontos fracos e fortes, atacando e defendendo-se.
4. No xadrez não existe sorte. É preciso pensar, definir estratégias e táticas. Sua empresa também precisa destas ferramentas. Muitos empreendedores não conseguem atingir seus objetivos por na serem claros, ou simplesmente não existirem. O tempo dedicado ao planejamento é primordial. Ao planejar, além de considerar as variáveis possíveis, também não deve seja inflexível, pois o mercado é dinâmico e às vezes tem variações bruscas. Defina uma estratégia, siga-a, mas esteja pronto a mudar quando for necessário.
5. Jogue segundo as regras. Mesmo os mais consagrados enxadristas do mundo mantêm-se nelas. Seja ético em seu negócio, não siga as práticas irregulares do mercado. Sonegação, pirataria, desobediência às leis trabalhistas, entre outras, apenas prejudicam e só pioram as coisas. Lembre-se que a maioria das pessoas valoriza as empresas que agem corretamente e que contribuem para uma sociedade melhor.
6. Existem as jogadas consagradas pelos mestres do xadrez. São conhecidas e estão disponíveis para o aprendizado de quem deseja. Outras jogadas podem ser criadas e as possibilidades são enormes. O empreendedor tem sua parcela de criatividade, mas não deve esquecer de aprender e estudar. O conhecimento empresarial está disponível em cursos, palestras, artigos, revistas, livros e outras diversas formas e fontes. Use também práticas de pessoas mais experientes e se aconselhe com elas.
O xadrez não é difícil. Pode ser aprendido com o devido interesse e dedicação.
Conheça bem seu negócio e tudo relacionado a ele, por mais complicado que pareça ser.
Dedique-se a ele. Mas não esqueça de outros aspectos importantes de sua vida: família, amigos, lazer... Estruture seu negócio e procure fazer com que ele “ande com as próprias pernas”. Não o carregue.
Conduza-o!
Não desanime. Enquanto o rei, não for tomado o jogo não acabou.
E mesmo que isto aconteça, sempre há uma nova partida.
Sidney Pereira
Saiba mais...Não desanime. Enquanto o rei, não for tomado o jogo não acabou.
E mesmo que isto aconteça, sempre há uma nova partida.
Sidney Pereira
GEM - http://www.gembrasil.org.br/
Xadrez - http://pt.wikipedia.org/wiki/Xadrez

1 comentários:
Pensando em Gestão...
"Gado a gente marca, tange, ferra, engorda e mata. Mas com gente é diferente." Geraldo Vandre
O EMPREENDEDOR e o XADREZ – Dicas para a gestão de políticas públicas
Da lavra de Sidney Pereira (2007), tomo a informação de que o SEBRAE indica pesquisa realizada em 2006, conduzida pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor, instituição criada pela London Business School e pelo Babson College de Boston – EUA) e com a participação de 42 países, nos 05 continentes, apontou que Brasil é o décimo país com o maior número de pessoas que abrem negócios no mundo.
Em torno de 13,7 milhões de empreendedores estão em fase de implantação do negócio ou já o mantêm por até 3 anos e 6 meses, correspondendo a 11,65% da população adulta de 118 milhões de brasileiros com idade entre 18 a 64 anos.
No aspecto de motivação o empreendedorismo decorrente de oportunidade ou necessidade, empatam em proporção.
A pesquisa GEM 2004 aponta alguns fatores importantes detectados no Brasil como limitadores à atividade de empreender:
- apoio financeiro - o crédito para o empreendedor tem alto custo e dificuldade de acesso e há muita burocracia e exigências de garantias reais;
- políticas governamentais - alta carga tributária e trabalhista, além da burocracia para a abertura de negócios;
- educação/treinamento - o sistema “despreza” as características regionais brasileiras e não prepara o indivíduo para a carreira como empreendedor;
Os desafios ao empreendedor continuam grandes, mas as possibilidades de sucesso também são reais. Contornar obstáculos é uma constante na vida empreendedora.
O espaço entre os desafios e as possibilidades de sucesso permite apontar para o fato de que a prática empreendedora, no setor público ou no setor privado, assemelha-se a um jogo de xadrez.
Originário da Índia com referência a 500 a.C. é praticado no mundo inteiro, por milhões de pessoas de forma presencial, virtual pela internet ou mesmo por correspondência.
Envolve estratégia e tática, estimula o raciocínio com o uso consciente de peças disponíveis voltadas para a criação de caminhos (jogadas) para ganhar a partida (match).
Algumas dicas extraídas deste estimulante jogo:
1. O rei é a peça mais importante. Se tomado o jogo está vencido. Para a gestão o rei é o cliente. O cliente deve ter prioridade, deve receber cuidados e serviços e esses devem ser registrados para permitir a accountability. Os produtos ou serviços que podem ser fornecidos aos seus cidadãos tem um custo, que pode variar, mas que deve gerar um impacto positivo.
2. Os enxadristas jogam o jogo com um conjunto de 16 peças, de seis tipos, quantidades e “poder” diferentes. Este conjunto bem utilizado é que conduz à vitória e a perda de peças dificulta o processo. Não descuide das pessoas de sua instituição. Cada uma tem sua importância e a equipe leva ao sucesso; Motive-as a se desenvolverem, treine-as, busque seu comprometimento, ouvindo-as.
3. Normalmente o xadrez é um jogo para duas pessoas, porém, na modalidade simultânea um jogador pode enfrentar vários adversários. Não subestime seus concorrentes. Eles também estão trabalhando e buscando espaços e visibilidade. Fique de olho em seus movimentos, aprenda com seus acertos e erros. Focalize seus pontos fracos e fortes, atacando e defendendo-se.
4. A prática do xadrez não exige sorte. É preciso pensar, definir estratégias e táticas. A gestão de políticas públicas também precisa destas ferramentas. Muitos gestores não conseguem atingir seus objetivos porque esses objetivos não são claros ou simplesmente não existem. O tempo dedicado ao planejamento é primordial. A ato de planejar considera as variáveis possíveis, não sendo absolutamente flexível para enfrentar um mundo dinâmico com certas variações bruscas. Definir uma estratégia e segui-la, também requer preparo para estar pronto a mudar quando for necessário. O importante é pensar e definir estratégias e táticas para a boa gestão das políticas públicas.
5. A segurança jurídica pressupõe jogar segundo as regras. Os mais consagrados enxadristas do mundo mantêm-se nelas na medida em que agem com um senso ético na gestão, não seguindo as práticas da corrupção, ilegalidade, pessoalidade, imoralidade, segredo e ineficiência, que só prejudicam e pioram as coisas. Quem age corretamente contribui e vive para uma sociedade melhor.
6. O desenvolvimento do Xadrez fez com que existissem algumas jogadas consagradas pelos mestres. São conhecidas e são de conhecimento público, estando disponíveis para o aprendizado de quem o desejar. Outras jogadas podem ser criadas e as possibilidades de inovação são enormes, tanto no xadrez quanto na gestão de políticas públicas. O gestor de políticas públicas tem sua parcela de criatividade, mas não deve esquecer de aprender e estudar. O conhecimento da gestão de políticas públicas está crescendo e disponível em cursos, palestras, artigos, revistas, livros e outras diversas formas e fontes. A prática de contato com pessoas mais experientes e o seu aconselhamento com elas, também contribui para uma melhor performace dos resultados que consagrem as suas jogadas.
Isto posto, podemos concluir que o xadrez não é difícil e que pode ser aprendido com o devido interesse e dedicação. Conheça bem a gestão pública e tudo relacionado a ela, por mais complicado que pareça ser. Dedique-se, mas não esqueça de outros aspectos importantes na vida, como a família, amigos, lazer.
Estude a gestão de políticas públicas, estruture seu projeto e procure fazer com ande de forma conduzida e não carregada. Não desanime, enquanto o rei não for tombado o jogo não acabou. E mesmo que isto aconteça, sempre há uma nova partida.
Marcelo Arno Nerling
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